CUIDADO! SEJAMOS DILIGENTES DE MANEIRA
A NÃO NOS DESVIARMOS E NOS JUNTARMOS AO ERRO DOS ÍMPIOS
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(2 Pedro 3:17)

Prof. Josias Barauna Jr. BRASIL
XXI Congreso de la ALADIC - ICCC, Serra Negra, SP, Brasil
Lunes 23 de enero de 2012
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Para aqueles, como nós, que queremos viver um Cristianismo autêntico, o Capítulo 3 da Segunda Epístola de Pedro, sem dúvida, tem muito a nos dizer, como, de fato, tem-nos dito ao longo destes séculos, em que Fundamentalistas Bíblicos têm procurado ser Fiéis Soldados de Jesus Cristo, obedecendo a ordem de nosso Senhor ― “Sê Fiel até à Morte” ― e por causa da Palavra de Deus e pelo Testemunho de Jesus Cristo (Apocalipse 1:9), como foram historicamente os Waldenses, os Reformadores, os Puritanos, os Avivalistas do Primeiro Grande Despertamento, os Missionários e Colportores de Bíblias do século XIX, os Fundamentalistas da Primeira Geração do século XX e do próprio Movimento de Reforma do Século XX, que fundaram o Concílio Internacional de Igrejas Cristãs, muito bem representado na América Latina pela Aliança Latino-Americana de Igrejas Cristãs. Enfim, como diz o Apóstolo Paulo ― assim cremos ― aos Hebreus, Capítulo 12, Versículo primeiro, “estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas”.

A palavra que mais caracteriza a prédica petrina de sua Segunda Epístola, sem dúvida alguma, é “corrupção”. Se na Primeira Epístola a frase característica é “alegria no sofrimento” (e qualquer um lembrar-se-ia do Capítulo quatro, Versículo 16: “Mas, se padece como Cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte”), nesta Segunda Epístola a palavra-chave é “corrupção”:
a) A Corrupção Moral em contraste com a natureza divina (Capítulo Primeiro), que nos é prometida grandiosa e preciosamente (versículo 4: “Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”);
b) A Corrupção Doutrinária em contraste com as Escrituras, Pura e Singularmente (Capítulo Segundo), destacando que a não manutenção da pureza e singularidade das Escrituras fará incorrer em corrupção e sequencialmente em condenação para aqueles cuja Teologia e Prática reprováveis se assemelham ao oposto da nuvem de testemunhas de Hebreus 12:1: uma nuvem negra de vilões que ensinam perdição e que trazem para si repentina perdição (versículo primeiro);
c) A Corrupção da Esperança, em contraste com o crescimento espiritual (Capítulo Terceiro), que será o foco de nossa atenção quando alertamos: “Cuidado! Sejamos Diligentes de Maneira a Não nos Desviarmos e nos Juntarmos ao Erro dos Ímpios”

A Esperança a que Pedro se refere neste Capítulo Terceiro da Segunda Epístola (mesmo sem fazer uso desta palavra nesta Epístola), denunciando que há aqueles que intentam corrompê-la para nosso prejuízo espiritual é a Doutrina Essencial e Fundamental da Segunda Vinda de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Isto está claro, ao procedermos a analogia Scriptura: catorze vezes Almeida, de forma correta e fiel, usou a palavra “esperança”, como tradução de “elpídos”, para dizer que:
a) Pregar que o Senhor Jesus ressuscitou e voltará segunda vez é a esperança do povo de Deus (Atos 23:6);
b) A vinda do Messias é a esperança das doze tribos de Israel (Atos 26:7);
c) O Senhor Jesus é a Esperança de Israel (Atos 28:20);
d) O Senhor Jesus é a Esperança do Evangelho (Colossenses 1:23);
e) Os Cristãos manifestam com paciência sua esperança na Vinda do Senhor (I Tessalonicenses 1:3);
f) Jesus Cristo é a nossa esperança (I Timóteo 1:1);
g) Somos casa edificada pelo Senhor, se conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até o fim (Hebreus 3:6);
h) Mostrar cuidado até o fim produz completa certeza de esperança (Hebreus 6:11);
i) Nós somos os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta (Hebreu 6:18);
j) O Novo Pacto conduz a uma melhor esperança em relação ao Velho Pacto (Hebreus 7:19);
k) Devemos reter a Confissão de nossa esperança, embasados na fidelidade de Quem a prometeu (nosso Senhor Jesus Cristo ― Hebreus 10:23);
l) Fomos regenerados para uma viva esperança em Deus, pela Ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (I Pedro 1:3, 21);
m) A razão de nossa esperança está subentendida como o Senhor Jesus Cristo assentando-Se como Justo Juiz, para dar a cada um segundo as suas obras, de forma que não precisamos tornar mal com o mal, mas sempre respondendo ao mal com o bem (I Pedro 3:9-10, 14-16);
n) Seremos semelhantes a Ele (I João 3:3) ― a esperança de que o pecado será derrotado para sempre, não nos causando mais tristeza e angústia, pois tentamos fazer a vontade de Deus, mas muitas vezes de forma atabalhoada fracassamos devido ao pecado que habita em nós (Romanos 7:14-25).

Assim entendendo, homens abomináveis têm disseminado engano que corrompe a esperança que existe na Doutrina da Segunda Vinda de Cristo. Esta abominação ― não somos nós que dizemos isto, mas o Espírito Santo, inspirando cada Palavra e toda Palavra da Santa Palavra, qualifica estes ímpios como depravados sexualmente ou pelo menos tolerantes de depravação sexual. A palavra grega para “abomináveis” também é utilizada por Pedro nesta Segunda Epístola para os sodomitas, habitantes da Cidade-Estado de Sodoma, que toleravam a depravação sexual (II Pedro 2:7-8 ― “E livrou o Justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (porque este Justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, por isso via e ouvia sobre as suas obras injustas)”. Entre eles houve, segundo o relato Bíblico, aqueles que queriam manter relações homossexuais com os Mensageiros de Deus que, sem dúvida alguma, eram manifestações teofânicas das Segunda e Terceira Pessoas da Santíssima Trindade ― assim cremos nós, à luz de Gênesis 19:13, 24. Trata-se, portanto, da abominação do homossexualismo em último grau, ao qual não temos palavras para descrever tamanho pecado e ofensa à santidade de Deus e à imagem e semelhança que o homem porta, refletindo os atributos comunicáveis de Deus.

Que tipo de engano estes homens abomináveis estão ensinando, de forma que corrompem a Doutrina da Segunda Vinda de Cristo? Vamos a ele.

A Teologia do Domínio (Dominionismo) ou a Teologia da Reconstrução ou a Teologia do Reino Agora ou Teonomia
Um dos fios de ligação que permeiam a Teologia Carismática de William Seymour ― da Missão da Rua Azusa, em Los Angeles, Califórnia, onde nasceu o Pentecostalismo Moderno ― a Pat Robertson ― Neo-Pentecostal da Convenção Batista do Sul e Apresentador do Programa Clube 700 ― é a idéia de que a verdadeira igreja está sendo restaurada (ou reconstruída) em um grande reavivamento dos últimos tempos. Parece que muitos, se não a maioria, dos notáveis pregadores e evangelistas carismáticos acreditam que foram chamados por Deus se não para iniciar, ou certamente para lançar tal reavivamento na criação errônea de uma "coisa nova" baseando-se em Isaías 43:18-19: "Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo". Por exemplo, Alexander Dowie (Pastor pré-pentecostal que foi justamente o Mentor de Charles Parham, da Escola Pentecostal de Topeka) proclamou-se "Elias, o Restaurador" e o "primeiro apóstolo da igreja dos últimos tempos". Embora o termo técnico para alguém que proclama tal coisa seja "paranóia esquizofrênica com mania de grandeza", proclamações desse tipo continuam nos círculos carismáticos até os dias de hoje. No momento que essa linha de pensamento alcançou a Associação de Igrejas Vineyard ― uma denominação pentecostal sob a liderança de John Wimber ― os “profetas” da Vineyard estavam anunciando "que nos últimos dias o Senhor estaria restaurando ministérios quíntuplos, caracterizados por apóstolos, profetas, pastores, mestres e evangelistas para a igreja atual" para também iniciar um grande reavivamento no fim dos tempos..

A questão então deve ser perguntada: Para aonde tão grande reavivamento nos guiaria? Quando levado a conclusões lógicas, a resposta é muito simples. Se tivesse de haver tão grande reavivamento que afetaria a humanidade, não seria então a condição mundial mudada drasticamente? A lei secular não se tornaria a lei do próprio Deus? Não seriam os pastores a classe dominante a interpretar e estabelecer as leis de Deus? Isso não daria domínio à igreja de toda a humanidade? Isso não restauraria assim o sistema da Lei do Antigo Testamento como governante catalisador para iniciar uma nova era de paz e justiça? Isso não prepararia a Terra para sua apresentação a Jesus Cristo, para seu retorno físico e reinado, no estilo pós-milenista/amilenista?

A resposta para todas essas perguntas é: SIM. Entretanto, essa linha de pensamento apresenta muitas barreiras bíblicas:
1. A origem de um "Reino Cristão" terreno governado por homens de carne e sangue não-ressurretos foi a fabricação do Sistema Romanista. A Igreja de Roma era (e é) antimilenista — rejeita o reinado literal de mil anos de Cristo, e vê as referências ao Reino terreno de Deus como manifestas nela mesma, a Igreja Católica Apostólica Romana. Sendo assim, algumas denominações protestantes retiveram a idéia que a igreja é a manifestação do Reino de Deus.

2. Outros protestantes seguiram os ensinos de Knox e Calvino e alegorizaram as Escrituras proféticas dentro de um produto pós-milenar de suas imaginações. Essa visão pós-milenar conjecturava que o Reino Milenar de Deus era a igreja, e que os mil anos não eram anos literais, mas simbólicos. Knox e Calvino foram guiados para tratar da Justificação pela Fé e Calvino, por sua vez, não escreveu qualquer comentário sobre o Apocalipse. Creio que, seguindo o Método de Interpretação Literal Gramatical-Histórico, se Calvino sobrevivesse à sua época, ele tornar-se-ia um Premilenista dispensacionalista, sem se apartar da Soberania de Deus, Teologia apresentada alguns anos mais tarde na Confissão de Fé de Westminster, conforme adotada pela Igreja Presbiteriana Bíblica em 1937.

Mas o sincretismo dessas posições errôneas (a idéia de um “Reino Cristão” terreno e o uso da interpretação alegórica) conduziu ao conceito de que o Reino de Deus na Terra seria:

a. Representado pela verdadeira igreja.
b. A verdadeira igreja foi corrompida depois do primeiro século e entrou em um estado de semiletargia.
c. A verdadeira igreja seria reconstruída nos últimos tempos, sob a liderança de um novo grupo de profetas e apóstolos, que se caracterizariam pela utilização dos sinais e maravilhas restaurados.
d. Essa igreja reconstruída dos últimos tempos prepararia então a Terra para o Rei Jesus Cristo, que governaria o mundo.

4. Esse cenário requereria que a igreja dos últimos tempos ganhasse o controle sobre toda a humanidade, tomando posse do controle do sistema jurídico. Isso requer um governo mundial, controlado pela igreja, funcionando como a entidade legislativa para toda a humanidade.
Em resumo, essa é a essência da Teologia da Reconstrução, ou do Domínio. Ela ensina que a igreja ou que os cristãos ganharão o controle do planeta antes da Segunda Vinda para tornar o mundo um lugar perfeito para o reinado de Jesus Cristo. Os assim chamados profetas e apóstolos do reavivamento dos últimos tempos criariam uma força tão forte que todos na Terra se renderiam ao controle da igreja. Quando o dominionista Pat Robertson declarou que a organização dos Promise Keepers era um "direto cumprimento da profecia bíblica", estava fazendo referência ao fato de que sentia que os Promise Keepers eram um dos primeiros passos em direção ao domínio cristão na Terra.
Para citar apenas algumas questões associadas com a Teologia do Domínio:

1. É grosseiramente antibíblica. DEUS NÃO ESTÁ FAZENDO UMA "COISA NOVA". Aqueles que estão procurando por essa coisa nova precisam voltar para a "Velha História" do Evangelho de Jesus Cristo.
2. A Teologia do Domínio é uma armação para ligar os "evangélicos" e carismáticos de hoje na construção da Religião Mundial Unificada do Anticristo. Por causa da transigência dos Neo-Evangélicos e de sua Teoria da Infiltração (Harold Ockenga), os Evangélicos não alinhados com o nosso Movimento Fundamentalista entraram em contato e assimilaram os conceitos do Domionismo. Calvinistas Não Fundamentalistas como R. C. Sproul e Seminário Westminster / Igreja Presbiteriana Ortodoxa (EUA) estão contaminados.
3. Os falsos conceitos da Teologia do Domínio estão entrando sorrateiramente nas igrejas conservadoras e fundamentalistas por meio das livrarias "cristãs", das redes de TV "cristãs" e da música "cristã". No Brasil, por exemplo, a Rede Record presta serviço para a neo-pentecostal Igreja Universal do Reino de Deus divulgando os conceitos e a cosmovisão do dominionismo.

A visão dominionista é que a Igreja vai conquistar o mundo inteiro para Cristo, antes que Ele volte. Os dominionistas estão estabelecendo uma Superigreja em o nome de Cristo. Jesus está ensinando a igreja a batalhar. Ele aparece como um guerreiro feroz. Devemos marchar à frente sob a Sua liderança, em direção “à terra que eu dou aos filhos de Israel” (Josué 1:2). Precisamos entrar, a fim de conquistar a “terra da promessa”, pois “Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés” ― verso 3. (A Professora Mary Schultze, Fiel à Bíblia, comenta: “o grande mal desses visionários dominionistas é que eles pensam que são judeus e abocanham todas as promessas do Velho Testamento, que nada têm a ver com a Igreja”).

Isso é realizado de várias maneiras: “falando nas coisas celestiais” e “nas coisas que não são” e trazendo-as para o reino. Controlando os homens fortes, nos países e cidades. A música é um instrumento essencial nesse modelo de guerra espiritual, pois ela se torna uma ênfase, substituindo o evangelismo [que deveria ser feito] pela pregação da Palavra. Somos informados que o Reino Agora está avançando violentamente, conforme Mateus 11:12: “E, desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele”. Esta é uma das Escrituras que recebem várias interpretações. Então, como devemos entendê-la? Quando João entrou em cena, vemos que os líderes religiosos se opuseram à sua mensagem, fazendo o mesmo com Jesus. O reino dos céus sofreu a violência dos que desejavam encontrar o caminho de acesso ao mesmo. Jesus disse que alguém deveria tornar-se como menino, pois os simples e os humildes é que entrariam no reino. Eles deveriam segui-Lo e não tomar a liderança. Não posso garantir que seja esta a legítima significação da passagem, visto como existem vários modos de considerá-la; contudo, posso garantir que ela não significa o que os dominionistas desejam que signifique. Foram esses mesmos líderes religiosos que se voltaram contra Jesus, quando perceberam que Ele não era o Messias que eles esperavam, o qual viria sacudir o jugo de Roma e incrementar o reino. Será que o movimento do Reino Agora não está repetindo o mesmo erro?
Se observarmos em todos os lugares onde eles têm feito essa guerra espiritual, o crime, o ódio, a violência, o assassinato, o divórcio e o aborto cresceram. É o reino de Satanás que avança violentamente, promovendo a violência. Basta que olhemos as notícias. Alguém já viu uma nação que tenha se tornado cristã? Existem nações inteiras que são 99% muçulmanas e estão sob um governo islâmico. O Islamismo hoje é a maior religião do mundo! Então, onde estão os resultados? Mesmo assim eles ficam profetizando que muitos muçulmanos hão de vir para o reino, é claro!

A verdade é que o Dominionismo não vê qualquer propósito profético para Israel, pois acredita que a volta de Cristo depende da Igreja. Devemos conquistar o mundo inteiro e estabelecer um governo teocrático, antes que Ele volte.
Parece também haver uma veia anti-semita percorrendo o campo dominionista. Rick Godwin, preletor na mídia cristã, já removeu Israel da Antiga Aliança, substituindo-o pela Igreja: “Eles (o Israel nacional) não são povo escolhido, mas amaldiçoado... [repete] não são o povo escolhido, mas amaldiçoado... Sim, e escutem Jerry Falwell e todo mundo dizendo que a razão da América ser grande é porque ela tem abençoado Israel. Tem, sim. Mas qual Israel? O Israel ... a Igreja... o Israel de Deus, não o que está sobre o Mar Mediterrâneo” (Rick Godwin, Metro Church; Edmund, Oklahoma, 11/04/1988, fita de áudio, citado por Dave Hunt em “What Happened to Heaven). Quem sabe, ele deveria ler as admoestações de Paulo em Romanos 11. Paulo nunca misturou os dois grupos, nem disse que um deles seria substituído. Isso faz lembrar o que os mórmons dizem a respeito dos negros terem sido amaldiçoados porque desobedeceram a Deus. Paulo escreve que Israel foi quebrado por causa da sua incredulidade, mas que será reconciliado, pois: “Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” (Romanos 11:28-29). [Os judeus] são inimigos temporários, porém não amaldiçoados.

Por isso, nós Fundamentalistas Bíblicos, Fiéis à Bíblia, Herdeiros Legítimos da Reforma Protestante do Século XVI e Participantes da Reforma do Século XXI, somos Amigos de Israel porque cremos na Inerrância, Infalibilidade e Preservação da Eterna Palavra de Deus! Portanto, cremos que o futuro de Israel é inequivocamente associado à Doutrina Essencial e Fundamental da Segunda Vinda de Cristo.
Deus promete em Jeremias 31:35-37: “Assim diz o SENHOR, que dá o Sol para luz do dia, e as ordenanças da Lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o Seu Nome. Se falharem estas ordenanças de diante de Mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma Nação diante de Mim para sempre. Assim disse o SENHOR: Se puderem ser medidos os Céus lá em cima, e sondados os fundamentos da Terra cá em baixo, também Eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR”. Quem poderia arcar com a gigantesca tarefa de remover os astros e medir os céus, antes que Israel, como nação (da qual Deus está falando) possa deixar de existir? Eles mudam a geração de Israel para uma geração espiritual e aplicam-na à Igreja, o que é errado!

Earl Paulk, um dos líderes promotores do ensino do Reino Agora, escreve: “Algumas das mais fortes igrejas fundamentalistas ainda pregam que Cristo vai voltar para reunir Israel a Si mesmo, mas eu digo que isso é um engano, para evitar que o Reino de Deus venha predominar. Em quase toda livraria cristã, cerca de 99% dos livros dizem que “o relógio do tempo de Deus é Israel” e que “a aliança de Deus ainda permanece com Israel”... (mas eu digo que) as profecias de Israel como nação (são) agora transferidas para o Israel espiritual, o qual é povo de Deus (isto é, a Igreja)...” (Earl Paulk, The Handwriting On The Wall, pp 17, 19-20).

Apesar da rejeição de Paulk ao Israel nacional, o registro de Lucas, em Atos 1:6-8, diz: “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-Lhe, dizendo: Senhor, restaurarás Tu neste tempo o Reino a Israel? E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo Seu Próprio Poder. Mas recebereis a Virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-Me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. Nesse tempo Israel era uma nação, e de modo algum o Senhor iria mudar isso. Se os apóstolos não tomaram parte alguma na restauração do Reino literal na Terra, por que a Escritura iria permitir que os novos apóstolos a tivessem?

Foi alguns dias antes da Transfiguração que Jesus disse que os discípulos iriam ver o Reino vindo em poder. O que eles viram ali não foi o “próprio” Reino, mas uma visão antecipada do que ele viria a ser. O que foi visto no Monte da Transfiguração demonstrou que os Santos do Velho Testamento estariam presentes, bem como a Glória de Deus através de Jesus.

Após a volta de Cristo, quando Ele tiver resgatado a Nação de Israel, e o Armagedom houver ocorrido, então Ele vai separar as ovelhas dos bodes, conforme Mateus 25:33-34: “E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Então Jesus é Quem vai estabelecer pessoalmente o Reino; nós não o tomaremos para Ele. É um engano total pensar de outro modo. O Reino vai partir de Israel para as nações, pois Cristo vai reinar em Sua terra natal. Na II Timóteo 4:1, lemos: “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na Sua Vinda e no Seu Reino”... Como podemos ver na Escritura, o Seu reino e Aparecimento são eventos simultâneos e virão como julgamento, bem como bênçãos.

Existem muitos efeitos negativos provocados pelos ensinos da Teologia do Domínio, no Cristianismo Evangélico de hoje. Quatro desses efeitos ― que produzem o descaimento da Firmeza Evangélica Fundamentalista, quando se aceita a Teologia do Domínio ― são:
1.- Os reconstrucionistas ensinam que a missão da igreja vai além da transformação espiritual dos indivíduos, como um mandato para mudar a sociedade, um “patriotismo moral”, se ela quiser se opor ao Humanismo. Para que Cristo fique satisfeito com os cristãos, nesse caso, eles devem se engajar no ativismo político e social. Conforme esta visão, os cristãos devem mudar as leis de sua terra, esforçando-se para eleger candidatos cristãos e buscando geralmente exercer o seu domínio no mundo, colocando-o sob a Lei de Moisés. Vemos a influência deste pensamento até mesmo naqueles que pouco conhecem a Teologia do Domínio... James Dobson, Larry Burkett, the Christian Coalition, Pat Robertson, Promise Keepers, Charles Colson e o documento Evangélicos e Católicos Juntos (ECT), e a Operação de Resgate são apenas alguns do chamado mundo evangélico.
2.- A motivação para uma vida piedosa embasada na bendita esperança - do retorno de Cristo (Tito 2:13) - é substituída pela tarefa de reestruturar a sociedade. Este mandato cultural para restaurar a sociedade é uma tarefa que pode levar milhares de anos (aproximadamente 36.000 anos, conforme David Chilton).
3.- Se já estamos no Reino de Deus, então os carismáticos estão certos, quando ensinam que a saúde e a prosperidade são um direito de todo crente. Daí porque os calvinistas do Reconstrucionismo e os carismáticos do Reino Agora formaram pelo menos uma unidade não específica, pois têm ambos a mesma visão. Eles não estão aguardando o retorno de Cristo para estabelecer o Seu Reino; estão tentando estabelecê-lo para Ele.
4. - Um anti-semitismo teológico existe no plano dominionista no sentido de substituir o Israel do Velho Testamento pela igreja, sendo esta o “Novo Israel” (Esta é a Teologia da Substituição de Agostinho de Hipona, na qual a Nação de Israel já não tem um futuro no Plano Divino.)
Historicamente, a Teologia da Substituição tem sido o fundamento teológico sobre o qual o anti-semitismo tem sido construído ao longo dos séculos pelo Cristianismo professo. Mesmo acreditando que os judeus - como indivíduos - possam se converter em massa a Cristo, eles não creem num futuro para Israel, assumindo que a igreja herdou completamente todas as promessas feitas a Israel como nação. (O reconstrucionista David Chilton afirma que o Israel étnico foi excomungado pela sua apostasia e jamais voltará a ser novamente o Reino de Deus e que na Bíblia não se encontra coisa alguma sobre o futuro de Israel como uma nação especial). Os reconstrucionistas acreditam que a igreja é agora a nova nação, porque Cristo destruiu o estado judeu. Os reconstrucionistas DeMar e Leithart disseram: “Ao destruir Israel, Cristo transferiu as bênçãos do reino de Israel para um novo povo, a igreja”.

A essa altura de nosso Tema, alguns podem estar chocados: “Como homens que sustentam a Teonomia podem ser homossexuais, ou pelo menos tolerantes quanto ao homossexualismo, visto que a Lei de Deus o condena?” Vamos fazer uma digressão aqui para comprovar as Escrituras:

Os Promise Keepers são um bom exemplo de como as práticas psicológicas estão sendo introduzidas na igreja. Os ajuntamentos são inocentes, mas as reuniões organizadas a nível local são onde acontece a doutrinação. Os Promise Keepers usam uma variedade de preletores e de material escrito. Alguns são bons, mas outros não tão bons. Mas, como os Promise Keepers "não são doutrinários" e não se posicionam por coisa alguma, é de se esperar essa mistura. Um livro que foi veiculado nas conferências ilustra a proposta psicológica dos Promise Keepers. Por causa dos fortes protestos ele foi posto de lado, porém os Promise Keepers continuam apoiando o tal livro. Ele é da autoria do psicólogo "cristão" Robert Hicks, intitulado "The Masculine Journey, Understanding The Six Steps of Manhood" (A Jornada Masculina, Compreendendo os Seis Passos da Masculinidade). Ele vem ainda com um guia de estudo separado, para ser usado em pequenas reuniões de grupo.
A primeira coisa a ser observada é que, exatamente como a maioria dos grandes fundadores do determinismo psicológico, Hicks aborda os cinco estágios que podem ser convenientemente ilustrados com termos e exemplos bíblicos. Porém nada existe de bíblico nessas seis palavras. Qualquer pessoa pode tentar justificar as construções deterministas com ilustrações e histórias. John Trent, pH.D., declara, na introdução, que usa esses seis termos do Velho Testamento para definir a jornada do homem (Robert Hicks, "Masculina Journey", Navigator Press, Colorado Springs, p.10). Como foi que ele chegou a essa conclusão? Será verdade ou apenas uma brilhante idéia de Hicks? Trent também diz: "Toda organização de homens como a nossa tem-se perdido na busca de nos encontrarmos a nós mesmos, aos nossos propósitos e à nossa missão na vida" (p. 9) Então, este livro é supostamente para nos ajudar a chegar lá. Vejamos abaixo os dois primeiros estágios da "Jornada Masculina".
1. - Homem Criacionista - Adão, o Nobre Selvagem - Hicks (p. 32) diz que Adão foi um tipo criacionista de sujeito". Ele cita os estudos de Margaret Meads, nos quais ela cunhou a expressão "nobre selvagem", com a idéia de que nele havia um pouco de pureza. Por que teria Hicks citado uma humanista, cuja pesquisa foi desacreditada, a qual está tentando justificar a glorificar a condição pecaminosa do homem? Hicks diz: "Em minha luta por auto-afirmação, estou revelando a básica fabricação do que eu sou e do que eu fui feito. As obras dos psicólogos e dos escritores de auto-ajuda apenas confirmam esta realidade, quer seja ou não verificada. Os medicamentos terapêuticos, designados a reaver e desenvolver a auto-estima e a literatura de auto-ajuda, apenas confirmam este valor intrínseco profundamente enraizado, embora inexplicável" (ps. 35-36). Como já dissemos, a auto-satisfação e a auto-estima são uma idéia dos psicólogos, não de Deus, sobre o problema do homem.
2. - O Manual Fálico Zakar: O Misterioso Discipulador - Toda esta seção é odiável, por ser obviamente freudiana - reduzindo a identidade do homem a um órgão sexual. Porém, ainda pior, ela se aproxima da adoração de todas as religiões falsas e pagãs do falo. Sugerir que Jesus era um "tipo de sujeito fálico" e até mesmo fazer a declaração: "porém jamais foi registrado que Jesus tenha mantido relação sexual com mulher alguma... Se a tentação significa alguma coisa, Cristo foi tentado de várias maneiras, como o somos. Isso quer dizer, não apenas com relação heterossexual, mas também homossexual" (p. 181). Porque teria ele dito: "Não foi registrado que..."? Deus poderia ser tentado por algum pecado? Isso inclui a bestialidade? Necrofilia? Onde vamos parar? Toda essa seção é freudiana, uma afronta ao nosso Deus e Salvador.
Não vou entrar aqui em outros tipos, mas quero dizer que tanto Freud como Jung usaram arquétipos mitológicos, tais como "guerreiro", para descrever os rituais que conduzem à masculinidade. Essa discussão do "macho ferido" e de todas as categorias é uma mistura doentia de determinismo psicológico e exemplos bíblicos. Hicks cita Robert Moore, na página 77 do seu livro. Moore é um psicanalista que ensina no C. G. Jung Institute, em Chicago. Ele é um dos autores do livro "King, Warrior, Magician and Lover: Rediscovering the Archetypes" (Rei, Guerreiro, Mágico e Amante: Redescobrindo os Arquétipos). Os estágios de masculinidade de Hicks muito se aproximam dos arquétipos de Jung. A propósito, Jung foi um entusiasta da Nova Era, profundamente envolvido em ocultismo, possuindo os seus próprios "espíritos guias". Hicks usa exemplos questionáveis da Bíblia. Por exemplo, Sansão é um bom exemplo de "macho fálico" ― um herói que não conseguiu manter o seu "órgão masculino" sob controle e morreu por causa disso.

No guia de estudo à Jornada Masculina, existe uma seção intitulada "O Falo e a Fantasia Masculina", no qual Hicks fala sobre os ritos iniciais. Ele sugere que seja feito jogo chamado "bingo das pessoas", a fim de retirar ou levar os homens à discussão. A questão seguinte é a de número 3 (ps. 32-33) do guia de estudo, a qual deve ser discutida em pequenas reuniões de grupo de homens:

"Nossa cultura tem apresentado muitos ritos iniciais ou passagem à masculinidade, os quais estão associados ao falo. Quais foram os tipos já experimentados por você? Você tem uma história para compartilhar com outros homens sobre um desses eventos?
*Quando na infância eu fui ensinado a deixar de molhar a cama?
* Sobre o crescimento púbico
* Uma experiência infeliz com a pornografia
* Minha primeira experiência com um encontro
* Minha noite de núpcias
* A concepção do primeiro filho
* Outros"

Aos homens é solicitado que respondam às seguintes questões:
* Com a minha vida sexual eu declaro que, sou e o que eu adoro.
* Nossa vida sexual importa a Deus, até mesmo o que acontece ao sêmen.
* Não tenho idéia de como seja a vida sexual masculina normal.

Na p. 87 do guia de estudo, Hicks coloca as seguintes questões: "Coloque na linguagem da Jornada Masculina que Jesus era fálico, com todas as paixões que nós experimentamos como homens. Jesus conheceu cada tentação da carne e, contudo, jamais pecou. Logicamente, conclui-se que Ele foi tentado em todos os tipos de sexualidade. Em quais específicas áreas você acha que Jesus foi tentado? Qual a tentação de Jesus que toca uma necessidade sentida por você, como por exemplo, que você poderia andar ou falar com Ele, nesse ponto de sua jornada masculina?"
Será que estes assuntos são apropriados para se discutirem num grupo de homens? É disso que os homens precisam? Ou se trata de algum tipo de exibição espiritual? Ou de ritualismo pagão? Será que as esposas querem seus maridos jogando o "bingo das pessoas"? Será que elas querem seus maridos fantasiando sua noite de núpcias com um grupo de outros homens? Qual é o objetivo disso? Será que o Senhor Jesus Cristo deveria ser rebaixado ao nível da psicologia freudiana, onde é tratado como "um tipo de sujeito fálico"? Quase todas as religiões pagãs adoram o órgão fálico. É isso que você quer? Será que esse mambo-jambo psicológico ajuda realmente no estabelecimento da masculinidade? Será com isso que tal "Jornada Masculina" se preocupa? Isso é doentio, é ofensivo e ridículo! Até que ponto nós descemos, hem? Não estou inventando isso. Estou lendo de todo o material dos Promise Keepers - material veiculado nas convenções. Este é apenas um exemplo. Existe mais. Os Promise Keepers não têm coisas melhores sobre o que falar quando se reúnem em grupo?

Os Promise Keepers também encorajam os homens a compartilharem uns com os outros todas as áreas de sua vida, inclusive as finanças, a vida sexual e a relação com Deus (Ver o livro texto dos Promise Keepers intitulado "Seize the Moment"). Desde quando precisamos prestar contas a outros homens das coisas que fazemos na santidade do nosso leito conjugal? Por que aos homens devemos prestar contas em termos de finanças e não à Escritura em termos de pecado (tais como o homossexualismo) ou da sã doutrina (tais como aceitar os católicos)? Existe algo muito errado aqui...

Os Promise Keepers estão repletos de "psicologistas". Eles usam a mais recente terminologia psicológica "pop", como agrupamento, sensibilidade, "auto" isso e aquilo. O uso de tipologias da personalidade ou estágios de desenvolvimento pode ser interessante como idéia do homem, porém é tão espúrio como a astrologia em termos de significativa exatidão. Os mitos promulgados por James Dobson, Gary Smalley, John Trent, e outros que estão apoiando os Promise Keepers, demonstram a sua orientação psicológica. Em seu livro "The Language of Love", Smalley (um dos principais preletores dos Promise Keepers) e Trent entram nas diferenças entre homens e mulheres e em termos cérebro da "direita" ou "esquerda", mesmo tendo uma pesquisa recente desacreditado essa teoria (Psychoheresy II, ps. 211-223). Essas teorias podem ser atraentes e divertidas, mas são no mínimo simplistas, ou então totalmente erradas e mal conduzidas. Existem muitas teorias psicológicas que são apresentadas como fato e com a total autoridade do Dr. Fulano de Tal, "psicólogo cristão". Por exemplo, a importância das memórias da infância, da hora do nascimento, a interpretação da memória dos sonhos, a idéia de que sua memória é uma armadilha de aço que tudo capta, a idéia de que você é formado como uma pessoa desde os seis anos de idade e que existe pouca ou nenhuma esperança de mudança em você (sem ajuda da psicologia, claro). Essas teorias têm sido desacreditadas na psicologia, junto com as principais teorias de Freud, pelos pesquisadores. Então, porque os pesquisadores "cristãos" continuam promovendo essas obsoletas especulações, tentando revesti-las com "termos bíblicos"? Um exame final dos livros dos Promise Keepers - "Daily Discipline for Christian Man" - do Dr. Bob Belts. Este promove os doze passos dos Alcoólicos Anônimos (AA), os quais são também promovidos pelo Dr. James Dobson. Estudos recentes têm demonstrado que os AA não dão resultado. É um movimento que prega a "dependência como uma doença", e a pesquisa descobriu que numa sessão de aconselhamento a cura pode ser tão efetiva como em qualquer reunião dos AA. Ao contrário da noção popular, os AA não se colocam a favor do evangelho, mas dependem da ajuda de um "ser superior" (Psychoheresy, ps. 249, 255). Não é um modelo a ser seguido. Por favor, leiam "Christian Psychology War on God's Word, the Victimization of the Believer", de Jim Owen. Para o psicólogo cristão o problema provém de se ter uma baixa auto-estima, não do pecado e da falta de relacionamento e obediência a Jesus Cristo. O mesmo problema relativista pelo qual criticamos o mundo tem penetrado em nós. Já não se acredita em absolutos. O modelo do Cristianismo Ocidental já não é a Palavra de Deus.

or que não fazer da psicologia também um modelo? Quem sabe a baixa auto-estima é de fato um problema? Toca-se "The Greatest Love of All" nas estações "cristãs" de rádio, enquanto "aprendemos a amar a nós mesmos!" O que há de errado com os católicos? Eles crêem em Jesus, não crêem? Eles não são tão maus assim. O alcoolismo não é um pecado - é uma doença. O homossexualismo não é um pecado - é uma tendência biológica, ou outra coisa causada pelo meio ambiente... Quem sabe até mesmo pela água? O problema é a pobreza. São os traumas de infância, o abuso, a falta de comunicação, a baixa auto-estima, o estresse... [Tudo menos a natureza corrupta do homem].Talvez precisemos de uma nova revelação para nos explicar tudo isso! Os Promise Keepers juntam os homens em grupos. A comunhão entre os homens centrada na Bíblia é uma coisa, mas nos encontros dos Promise Keepers são copiadas certas táticas dos AA e de outros movimentos. Esses programas trazem o determinismo psicológico, a gratificação sexual e um evangelho focado em buscar e descobrir o verdadeiro eu, não a legítima edificação e serviço cristão, que deveria acontecer entre os homens, em sua comunhão normal com os crentes.

Os Promise Keepers têm revivido a fatal estrutura do encontro de grupo. Os homens são colocados em várias e reconhecíveis formas de encontro de grupo. O objetivo é chocar e quebrar inibições. O que o estudo de Hicks admite é que a maioria dos homens vive uma vida pecaminosa, disfuncional e mundana, em vez de uma vida piedosa. O homem normal pode querer saber se algo é errado, caso não se encaixe na descrição do "guerreiro ferido". O guia raramente oferece uma resposta bíblica, mas focaliza o pecado, as tentações e o comportamento anormal. Como no caso de muitos encontros na igreja, nos anos 1970, a dissonância criada deixa os homens sentindo-se miseráveis, tendo ali confessado pensamentos e ações ocultas, com pouco para preencher o espaço vazio.

Mais uma vez Phill Arms resume brilhantemente o problema:
"Os homens têm vivido sempre inclinados a edificar a estrada rumo ao céu. Essas estradas têm sido constantemente pavimentadas com as obras religiosas e o esforço humano... O esforço humano tenta reembolsar o Cristianismo, mesclando-o com exigências extra-bíblicas, princípios de psicologia e outros aditivos, que devem ser reconhecidos como a manufatura do sabotador. Introduzir na doutrina do Cristianismo bíblico livros, conceito e racionalização humanos, biblicamente ilegítimos, somente desvia os homens, os quais, de outra maneira, deveriam caminhar com Deus numa capacitação mais profunda... Lançar 'algumas verdades da Palavra de Deus', tentando 'santificar' o 'todo', é também futilidade. Mesmo assim o material e as técnicas do guia ministerial dos Promise Keepers fazem exatamente isso. Quando torcem desse modo as Escrituras, como se a Palavra de Deus fosse a fonte por trás dos seus conceitos com relação aos homens se tornarem realmente 'homens verdadeiros", eles capturam corações distraídos com a sua sonora fraseologia bíblica" (Phill Arms, ps. 205-206).

Após essa digressão, devemos acentuar que o engano desses homens abomináveis atinge o ponto nevrálgico da Escatologia Bíblica: ao corromper a esperança da Doutrina da Segunda vinda de Cristo, negandoa interpretação literal de Romanos 11, amparada pelos pilares Doutrinários da Inerrância, Infalibilidade e Preservação da Escritura ― o endurecimento de Israel é parcial até que a plenitude dos gentios (isto é, a completação da Igreja) haja entrado (isto é, ocorra). Isso é o mesmo que dizer que devemos crer na Vinda Premilenista Dispensacional de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Essa é a esperança que eles corrompem e muitos se esquecem desta Verdade Apostólica como atestada pelos Pais da Igreja!

A Vinda é Premilenista e Dispensacional por que Cristo vem ao mundo reger as Nações com vara de ferro após derrotar o anticristo e o falso profeta, bem como para cumprir literalmente as Promessas do Antigo Testamento destinadas a Israel. Para tanto, existe a necessidade do cumprimento literal dos Capítulos do Apocalipse destinados a Israel após a plenitude dos gentios haver entrado ― o que implica no arrebatamento da Igreja, o próximo grande acontecimento no Apocalipse Bíblico!

O alerta de Pedro é para que engano não nos arrebate. A palavra grega para “ser arrebatado” é usada por Paulo em Gálatas 2:13: “E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela dissimulação”. Portanto, “ser arrebatado” é “ser levado no bico”, “ser tapeado”, isto é, achar que os homens que ensinam e cantam a Teologia do Domínio (com a sua consorte, a Teologia da Prosperidade) estão certos e ir atrás deles.

O resultado quando alguns cristãos são iludidos por este “canto da sereia” é descrito por Pedro como “descaiais da vossa firmeza”. Essa “firmeza” é uma palavra grega que somente ocorre neste versículo em todo o Novo Testamento, mas é derivada de um verbo utilizado por Pedro duas vezes: a primeira na Primeira Epístola (5:10 ― “E o Deus de toda a Graça, que em Cristo Jesus vos chamou à Sua Eterna Glória, depois de haverdes padecido um pouco, Ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá”), e a segunda na Segunda Epístola (1:12 ― “Por isso não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais, e estejais confirmados na Presente Verdade”).

Isto significa que a confirmação dos Crentes na Fé é feita pelo Deus de toda a Graça, isto é, o Espírito Santo (pois é esta Pessoa da Santíssima Trindade que está envolvida com o processo de Santificação na vida do Crente que se inicia desde que ele nasce, sendo protegido de todos os acidentes para um dia ser regenerado e convertido) através da Presente Verdade, que é a Sagrada Escritura (“Santifica-os na Tua Verdade; a Tua Palavra é a Verdade” ― João 17:17).

Aqueles que crescem na Graça e no Conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (II Pedro 3:18), sendo diligentes no estudo das Sagradas Escrituras, estão se guardando do engano dos homens abomináveis, pois fecham os olhos à “falsamente chamada ciência” (I Timóteo 6:20), cujos adeptos, sendo homens escarnecedores, negam a Criação ex nihilo de sete dias de 24 horas e o dilúvio universal (II Pedro 3:5-6), e ao engano dos homens abomináveis, de maneira que não serão enganados nem deixarão de confirmar a sua Salvação. Mas aqueles que não são realmente salvos, vão aceitar o engano, serão levados e não serão reconhecidos como Crentes Fiéis à Bíblia.

Está tudo aqui. O Espírito Santo nos clarifica as Escrituras para nossa compreensão. Confirmemos nossa eleição, nos guardando do engano dos homens abomináveis, não dialogando com eles ― Doutrina da Separação Bíblica, a qual foi negligenciada por Eva, que dialogou ecumenicamente com a serpente ao invés de estar calada na primeira igreja local.

Ouçamos o alerta Bíblico: Cuidado! Sejamos Diligentes no Estudo das Sagradas Escrituras de maneira a não nos desviarmos e nos juntarmos ao erro dos ímpios! Sejamos Fiéis Soldados de Jesus Cristo, Fiéis até à Morte! Deus nos abençoe! Amém.

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